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Uber ou carro próprio: O que vale mais a pena?

Imagem: Depositphotos
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Com o aumento de aplicativos de transportes, como Uber e 99, e alternativas como bicicletas e patinetes espalhadas pela cidade, uma velha pergunta ressurge na cabeça dos brasileiros: ainda vale a pena ter um carro próprio?

Considerando as despesas básicas de um carro ainda não quitado, como prestações, seguro, combustível, IPVA, licenciamento, lavagens e eventuais multas, o total gasto chegará, em média, a 2% do valor do carro. Ou seja, a manutenção de um veículo de R$ 30 mil girará em torno de R$ 600 mensais, segundo Reinaldo Domingos, presidente da Abefin.

Desvalorização do carro
Segundo Ricardo Teixeira, professor e coordenador do MBA em Gestão Financeira da FGV, o carro tem uma desvalorização de mais ou menos 20% a partir do primeiro ano em que sai da concessionária.

“Claro que depende da marca do carro, do modelo etc. Quanto maior a procura do carro no mercado, menor a desvalorização. Quanto menor a procura do carro, maior a desvalorização”, explica Teixeira.

Custo/benefício
Para o especialista, o custo/benefício vai depender do perfil do motorista. Duas questões têm que ser levadas em consideração. A primeira é o quanto você vai usar o carro. A segunda é o quanto o conforto de ter um carro próprio vale para você.

“Se for fazer a conta levando em conta única e exclusivamente a questão financeira, é possível verificar que, se você não rodar muito com o carro, acaba que alugar um veículo ou usar os aplicativos fica mais barato. Agora, se você vai utilizar muito o carro e se você tem o prazer de dirigir, vale a pena”, afirma o especialista.

Aluguel de carros
Para Joel Leite, da AutoInforme, o aluguel de carros é uma boa saída para quem usa o carro para trabalhar, como é o caso de motoristas autônomos que atuam com aplicativos de carona, como Uber, 99, Easy etc.

“Quem aluga o carro para usar com os aplicativos de mobilidade se livra de custos de manutenção e uso, e não tem preocupação com seguro, batida e coisas assim. Para a pessoa que faz Uber, por exemplo, é muito vantajoso. Vale a pena se você fizer uso intensivo do automóvel”, diz.

No entanto, Leite afirma que, em alguns casos, é melhor ter um carro próprio sim.

“O Uber é ótimo, por exemplo, para você ir à balada, passear, ir para a escola à noite etc. Agora, se você vai trabalhar de carro todos os dias e não tem alto custo com estacionamento, o carro particular é a melhor solução. Não precisa ficar gastando dinheiro desnecessário. O Uber pode ser usado para eventualidades”.

Contraste de gerações
A dúvida entre ter ou não um veículo próprio parece cada vez menos recorrente entre os jovens. Ao contrário do que era com as gerações anteriores, em que ter um automóvel era sinônimo de status e sucesso, as novas gerações não têm o mesmo apego com o carro.

“É uma situação muito interessante. A geração com idade entre 35 e 40 anos ainda tem uma vinculação muito grande com o carro, pelo prazer de dirigir. Já a faixa dos 18 aos 30 anos, não tem a mesma vontade de dirigir e avalia que ter um carro não é vantajoso financeiramente”, conta Teixeira.

Leite concorda com o ponto de vista de Teixeira. “O brasileiro da minha geração e de gerações anteriores ainda cultiva o desejo de ter um carro. Os mais novos já abriram mão disso e a tendência é de que essa vontade desapareça cada vez mais”, afirma.

Fonte: Contábeis